Este é o…

Blog de Testes e Backup do Kara Ystúpido.

Por enquanto, não recomendo que se façam comentários aqui. Eles podem ser excluídos sem prévio aviso!

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Sofrimento Nada Espúrio

2010-08-01.

 

Hoje é aniversário da minha mãe, queria aproveitar e mandar um beijão para ela! Devo dizer que já falei bastante dela, no sentido do “muito”, não no sentido de que falei o suficiente! Ela merece mais demonstrações do meu afeto, é verdade, mas como o Dia dos Pais já está chegando… prefiro externar este sentimento que tenho por ela em outra oportunidade. Sendo assim, peço que releiam as declarações de carinho que fiz em outras postagens, como em “Mães escrevem certo por linhas tortas” e “Quem disse que o Dia das Mães já passou?”.

Nesta ocasião, vou reservar espaço para escrever um tipo de texto que se aplica melhor ao contexto daqui: a poesia de tristeza e superação. Sabendo-se que o que me embalou para isso foi os comentários snobes de alguns colegas meus, pseudointelectuais, ao dizer que eu estava, com muuuita frequência, fugindo do temaobjeto desse blog. Para ser franco, eu não fiz isso! Haja vista que em momento algum me dispus a mostrar apenas o lado ruim da (minha) vida. Temas tristes, claro, haverá e muitos! Mas até pra quem é leigo, é possível entender que ninguém no mundo é 24 horas triste.

Os psicólogos e outros “doutores da mente”, inclusive, não dizem nunca, nem há essa brecha na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, aqui no Brasil nomeada atualmente como CID-10 (é a décima edição), em seus códigos F00 a F99 que tratam dos “Transtornos mentais e comportamentais”, especificamente em F30-F39 [provavelmente, o ponto cardeal desse blog!], que lida com os “Transtornos do humor [afetivos]”, algo que pudesse ser traduzido como “foi sempre triste”, “é sempre triste” ou “será sempre triste”. Por isso a razão de se utilizar tanto palavras que não venham a ser contraditórias, a exemplo de “episódios”, “recorrentes”, “persistentes”, “bipolar” etc. Algumas até mesmo vagas.

Ah! E deixo manifesto também que a última postagem do amigo Low, intitulada “Reset”, serviu de estremeção para que eu me mexesse e trouxesse algo original para cá. Sobretudo a parte em que ele faz referência a uma “folha em branco”. Vocês perceberão melhor do que falo, adiante, na 7ª estrofe. Observem atentamente, pois eu termino assim:

 

SOFRIMENTO NADA ESPÚRIO
Thúlio Jardim, 29/11/2008.



Eu, somente eu, com a minha dor enorme
Na luta p’ra domar o leão do amor
Coração desolado, ah, como sofre!

Por que bates assim, coração?
Que aperto é este? Que ansiedade…
De onde vem tanta inquietação?

Sim, eu sou homem e choro
Não sigo nenhum tipo de estereótipo
Acho que não sou desta era…

Quem vive neste mundo cão
Sofre bastante com a desilusão
Que sente vontade de também ser fera…

E eu sou fera ferida, que sangra
Como um trovão, a tristeza ribomba
Eu sou aquele que ficou sozinho…

Do coração que geme, batidas fortes
Começa a contagem regressiva p’rá morte
A vida que se abrevia sem carinho…

KY - Folha em BrancoPergunto: onde estão as palavras?
Olho a folha em branco…
A inspiração não vem.

P’ra chorar, queria mais lágrimas
Prantos sobre prantos…
Que os guardava tão bem.

Vou lhe dizer que não sei o que fazer
O que será de nós nesta distância?
Sinto uma dor aguda no peito
Coração que não sai da garganta!

Pude sentir a brisa fria da morte
Não tenho mais nenhuma volição
Punhal fincado nas costas
Será tarde para aprender uma lição?!

Num coma profundo, coração dorme
Nem toda minha existência foi sofrida
Este poeta que belas palavras anotava
Hoje se encontra sem rimas, sem guarida…

Em leito de dor, no hospital, me vejo paciente
Nos meus delírios, era por ti que estava doente
Teu nome chamei, tu estavas ausente
E a minha vida se indo, impiedosamente

São lembranças tristes que trago
De um sofrimento nada espúrio
Hoje me sinto forte, recuperado
Desprendo-me de todo meu passado
Deixando cada vez mais inadequado
Este anseio louco de abandonar tudo.



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Dia do Orgasmo: que “difícil missão”…

2010-07-31.
 
Hoje se comemora (não por todos) o Dia do Orgasmo, rsrs… A data do prazer sexual, em que se discute, principalmente, a dificuldade das mulheres em se sentirem satisfeitas. Data que veio da Inglaterra, concebida há oito anos por redes de sex-shops, com a finalidade de esquentar, também, as vendas nesse tipo de estabelecimento. Estas redes realizaram pesquisas que revelaram que 80% das mulheres inglesas não atingem o clímax em suas relações. Alguns homens, nessa hora, diriam: “Ah, e daí? Eu tenho o meu…”. Aí que está toda a fonte do problema, pois versam muitos teóricos [ e praticantes! :p ], como eu, que as mulheres não “chegam lá”, devido a falta de conversa, e de uma boa preliminar.

Você pode achar estranha a proposição, afinal, estamos falando de sexo e orgasmo (este que, geralmente, ocorre ao final), mas sempre acreditei no poder das palavras, e da rotura inicial! O fato é que muitos homens ainda não têm abertura para expor suas fantasias para as próprias mulheres, e muitas mulheres de dizer o que gostam, o que esperam na cama. Pairando o medo. Quando o importante é que a mulher busque se conhecer. “Assim, ela pode comunicar para o parceiro sobre suas preferências. Mas a indicação é que ela respeite seu próprio ritmo. Não dá para exigir algo que não condiz com a fase de sua vida”, afirma a psiquiatra Carmita Abdo, uma das fundadoras do Projeto Sexualidade, no Brasil.
 
Me impressiona, ademais, saber que muitas mulheres não gozam e outras fingem. Por que fingir? Diga claramente que não gozou porque foi muito rápido ou muito devagar ou muito forte ou, ou, ou. Mas diga.

Seu parceiro precisa saber o que você quer e espera. Revele seus desejos, fantasias e sonhos sem medo de pensar no que ele vai achar de você. Não, ele não vai te achar puta. Não, você não precisa ter medo que ela te ache um depravado.
 

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Reset

 

KY - Reset 

Sabe, o mês está quase terminando. Toda vez que isso acontece, é como se eu apertasse “reset”, começando uma nova partida. Isto é bom, muito bom: dá-me ânimo! Uma sensação de que não preciso esperar um ano, até dezembro, para fazer minhas promessas.

Estive, há muito tempo, assim, esperando… Sentia-me sozinho, acomodado, sem planos. Como se, na frente, houvesse uma folha em branco; e não me vinham palavras pra expressar a alegria, que, de côngruo, era desconhecida. Posto que a tristeza, essa sim, era presente, merecida; Devido a minha anestesia, que não me impedia de chorar, representando apenas a inércia que tinha em meu olhar. Como explicar essa inércia, nada quieta? Que agia por demais, levando-me a lacrimejar? Ela era parte do sistema lacrimal daquela época.

Mas tudo que acende, apaga. Tudo que nasce, morre e abisma. Nada é inacabável. E o que esteve longe, está mais perto hoje. Veio trazer razão, emoção, para eu ser diferente, ledo. Desabituou-me da falta de movimento, de quando lerdo. E fez eu segurar suas mãos, e desabotoar o indumento dela, de uma vez. De amor completar o meu mundo; das feridas, esquecer-me. E alvejar o papel com versos brancos… Que ninguém nunca manifestou, igualmente.

 

 

 

Low. Recife, 31 de julho de 2010.

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O Talento que Tenho

2010-07-25.

 

“São longas as madrugadas sem te ver
Delonga o tempo para passar
Daí o talento que tenho é escrever
Para pôr no papel o meu soluçar”
 
(Thúlio Jardim, 17/03/2009)

 

KY - Papel e Lágrimas de um Escritor



Começo com estes versos simples, quase tristes, de autoria do meu amigo Thúlio Jardim. É um trecho de um de seus tocantes poemas, sendo que o título dado por mim não é o mesmo da obra original – essa sim bastante triste. Para quem por acaso não sabe, o meu amigo é um verdadeiro escritor e hoje é o dia dele! Dia Nacional do Escritor. Se bem que eu pense em citá-lo outras vezes, sobretudo no Dia do Poeta, por ser mais emblemático, mais peculiar ao seu talento de versejador.

Tal data de hoje, 25 de julho, foi definida como Dia Nacional do Escritor através de um decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores - UBE, por iniciativa de seu presidente, à época, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, o célebre escritor baiano Jorge Amado.

Quanto ao ato da escrita em si, é razoável perceber influências diversas, por se tratar de uma prática que remonta tempos antigos. Nas conversas de internet e nas mensagens do Orkut, observa-se, já há um bom período, para título de exemplo, o surgimento do Internetês, que nada mais é que uma forma específica de se comunicar, cuja característica principal é a simplificação de palavras. No entanto, há quem discorra, erradamente, que esta simplificação é uma característica do andamento atual, oriunda da modernidade e da indisponibilidade dos humanos – aprisionados à pressa do agora.

Na verdade, na verdade verdadeira [não tem aquele ditado que diz “uma mentira contada mil vezes se torna verdade”? Pois então, não me corrija! Lembre-se, ao invés disso, de ler também o link recomendado por mim, ao final desta postagem], isto já era visível desde os primeiros séculos da história do Brasil, em abreviaturas de documentos, e dentre os fatores que contribuíam para esta ocorrência estavam: a falta de recursos em adquirir materiais, como tintas, papéis e plumas, em razão da distância entre Portugal e a colônia, e a ausência de um sistema ortográfico oficial para a língua portuguesa.

Escrever, apesar desses empecilhos, e de nos tomar muitas das horas, nunca deixou de ser útil. Podendo ser não somente uma das formas de sustento familiar, isto é, um ofício, como, ao mesmo tempo ou não, um passatempo, uma forma de desabafo, uma manifestação artística e do pensamento. Enfim, uma infinidade de coisas! Que se derivam do enlace entre papel e escritor. Desde as mais agradáveis - um poema, uma canção… -, até as mais enfadonhas, como a digitação de relatórios burocráticos.

Não obstante isso, mesmo assim, escrever nem sempre foi - nem é! - muito fácil para mim. Teve uma época em que eu tava realmente mal, sem paciência para formular uma única frase. Sério! A minha ansiedade suplantava qualquer pensamento inteligente com o qual eu pudesse me deparar. Eu nem sequer conseguia ler. E tal ainda ocorre, de vez em quando, e não é só comigo. Thúlio, meu amigo, também já passou por isso. Fase muito difícil, quando eu o conheci. Ele estava acamado, chorava pelos cantos, dizia-se o homem mais infortunado do mundo. Eu sentia na pele o sentimento de pesar dele, e que nele havia alguma coisa triste de mim, sem sobrepujar. Por isso, quis tanto ajudá-lo naqueles dias ruins [que estranho, isto soou como coisa de mulher com TPM e tal… hehehe…].

Além desses problemas inerentes a nós dois, jovens adultos, outros seres senescentes já enfrentaram – ou enfrentam – os seus dilemas. E os mais velhos que o digam! Não bastasse a fragilidade das suas ossaturas, outrora eles passaram por muita censura. Era um perigo tremendo, arriscado demais, se expressar em momentos passados, quando da ditadura. De alguns anos para cá, apenas então, é que o Direito à Liberdade de Opinião e Expressão começou a sair do papel, para se tornar algo tangível, real. E, apesar disso, para muitos os traumas permanecem. Sempre havendo alguns resquícios do medo, algum tipo de receio maior nas pessoas, mesmo que latente lá dentro do peito.

Afora o exposto, as dificuldades dos escritores prosseguem, e têm permanecido grandes, principalmente no que diz respeito à publicação de suas obras. O fato é que, despreocupados com a qualidade dos textos, mas com a quantidade de vendas dos produtos, muitos editores lançam somente os volumes que garantem retorno econômico à empresa. Além disso, muitas vezes, os meios de comunicação virtual publicam na íntegra - e gratuitamente - obras de vários autores, sem considerar os respectivos direitos autorais, causando prejuízos aos mesmos.

Eu, que escrevo a eito, fico preocupado. Desse jeito, aonde vamos chegar!? Mas reluto no discurso, e a despeito disso tudo, continuo: Quem é o maluco de interromper a escrita???


 

 


Low. Recife, 25 de julho de 2010.


 




Links recomendados:

IPLA - Instituto da Psicanálise Lacaniana | Da verdade recalcada à verdade mentirosa [pdf]
Revista Monet | Dia do Escritor: veja 14 filmes com os melhores autores do cinema 
Portal do São Francisco | Dia do Escritor

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Algemado

2010-07-22.

 

Por acaso hoje, quando estava prestes a fazer login no Orkut, notei uma imagem referente ao Festival de Vijandi – uma pequena cidade da Estônia. De início, pensei que fosse outra coisa e, devido a minha grande curiosidade, quer dizer, devido a minha SEDE DE CONHECIMENTO, eu fui fuçar pelo Google para ver do que se tratava… Descobri, no entanto, que bastava um simples clique naquela imagem, da home daquela rede social que é a mais popular entre os brasileiros, para sermos direcionados ao assunto da festa. Isto foi só depois de constatar, mesmo, que hoje é o Dia do Cantor Lírico. Seria uma coincidência? Acho que não…

No fim, o que me atraiu realmente a fazer esta postagem de agora, foi esta segunda, ou melhor, primeira constatação. De que hoje se comemora o Dia do Cantor Lírico. Diz-se que este tipo de canto se refere mais a música erudita. Mas tenho lá minhas dúvidas. Pois, de acordo com a etimologia, o étimo da palavra lírica está relacionado com lyra, instrumento musical de corda, que os gregos usavam para acompanhar os versos poéticos. O que está um pouco distante - não é verdade? - daquele capricho que vemos dos sopranos, tenores e afins, que quase sempre é acompanhado pelo som requintado de um piano.

A partir do século IV a.C., o termo lírica passou a substituir a antiga palavra mélica (de melos, “canto”, “melodia”) para indicar poemas pequenos por meio dos quais os poetas exprimiam seus sentimentos. Sabia-se que antigamente Aristóteles - filósofo grego nascido na cidade de Estágira, em 384 a.C. - distinguia a poesia mélica ou lírica, que era a palavra “cantada”, da poesia épica ou narrativa, que era a palavra “recitada”, enquanto que a poesia dramática era, para ele, a palavra “representada”.

O termo “melos” lembrou-me, particularmente, dois estilos de música que eu curto bastante: o Power Metal Melódico e o Hardcore Melódico. Não esquecendo, ainda, que este primeiro tem seu estilo influenciado pela música clássica, assunto já rapidamente tratado neste artigo. Contudo, não vamos ficar enrolando. O que vou expor aqui não é a importância deste dia, nem o que é o quê simplesmente - o meu blog não tem o esclarecimento como seu único objetivo. O que eu quero é poder demonstrar, também, os meus dotes musicais. Minha criatividade. Não, eu não canto! Nem no chuveiro ¬¬. Entretanto, eu componho! Quase o dia inteiro… São tantas criações, inícios de criações, que muitas vezes me escapam da memória, e composições outras tantas que eu até perco por completo.

Tenho esta abaixo, intitulada “Algemado”, a qual criei em 11 de agosto de 2007. Fiz duas versões dela, inicialmente. As duas nessa mesma data. Porém, como sempre falta alguns retoques, uma coisa aqui, outra coisa ali… acabei criando 5 versões aproximadamente. Vou expor apenas as duas primeiras. Quem sabe numa próxima chance eu mostre as demais, não é? Se vocês quiserem, claro. Não gosto de músico chato! Digo, com-po-si-tor chato… E o texto já tá longo! Vamos terminar, então. Até mais!

 

 KY - Coração Algemado

 

ALGEMADO
Thúlio Jardim, 11/08/2010.



Há quanto tempo eu não vejo o teu olhar?
Por um momento parei para pensar
O par perfeito que seria eu-e-você
Mas você nem me percebe, ou só finge que não vê…

Que eu estou afim de você
Que eu busco sempre por você
Que você é o meu paraíso
É tudo aquilo que eu preciso

Agora, garota, venha beijar minha boca
Me diga por que está longe, menina
Chega mais perto, adoça minha vida
Fico esperto só com você, minha linda

Coisa louca é o que eu sinto ao seu lado
Minha dona, por você fui algemado
Mesmo preso a você me sinto livre
Pra fazer testar todos os seus limites… 


[Refrão] (sugestão: 2x)
Escravo ao teu coração
Algemo-me por opção
A chave não guardei comigo
Ficar prefiro sempre contigo


Nã nãnã nã nana
Nãnãnãnã nã nana
Nãnã-nãnã
Nãnã…

Nã nãnã nã nana
Nãnãnãnã nã nana
Nãnã-nãnã
Nãnããã…

 


ALGEMADO (2ª Versão)
Thúlio Jardim, 11/08/2010.

 

Há quanto tempo eu não vejo o teu olhar?
Sobre as nuvens estava a te observar
Mas veio o vento, vento forte em um só golpe
Pegou me arremessou, derrubou-me de lá

Agora neste horizonte estou a vagar
Meus olhos perdidos procuram te encontrar
Água de deserto nem sempre está por perto
Mas só você mata a sede deste meu coração

Sou louco por tu, se você não sabe
Quando está longe, me bate uma saudade
Par perfeito seria eu junto a você
Vou tentar de novo ver os olhos seus…

Viver pensando em você
Viver fazendo me enlouquecer
Viver algemado, pensamento em você
Viver algemado todo tempo a você

Oh garota, venha cá beijar minha boca
Me diga por que está tão longe, menina
Chega perto, adoça minha vida
Fico esperto só com você, minha linda

Coisa louca é o que eu sinto ao seu lado
Minha dona, por você fui algemado
Mesmo preso a você me sinto livre
Pra fazer testar todos os seus limites…

Escravo ao teu coração
Algemo-me por opção
A chave não guardei comigo
Ficar prefiro sempre contigo

Às vezes, acho até que não sou o melhor pra você
Por vezes, também pensei em tentar te esquecer
Mas sem você não sei o que de mim posso fazer
Enfim, algemado estou sempre preso a você!

KY - Preso a Você!

 



ATENÇÃO:

© Ao copiar alguma das minhas poesias ou músicas, não esquecer de especificar a fonte (titularidade); não seja covarde, respeite os direiros autorais! Até porque todas elas são registradas pela BN, e a utilização indevida das obras implica em crime de contrafação - pro caso de uso impróprio ou alterações sem consentimento do autor...

Desde já, eu agradeço!

As.: THÚLIO JARDIM

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A Amizade Dignifica O Homem e A Mulher

2010-07-20.
KY - Um ''intruso'' no quarto
“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos.” (Vinicius de Moraes)

Por coincidência (ou não…), hoje além de ser o

Dia do Amigo,

também é o dia em que eu recebo o meu vencimento, no órgão público em que trabalho. Então, existiria melhor amigo que esse!? Maior e mais dignificante amizade do que a que se tem com o dinheiro!? Pois não, claro que há: Os cachorrosos animais, de uma forma geral, são amigos muito fiéis aos humanos. Sim! Amizade sincera, fidedigna; Pura, que dura, perdura sem interesse algum, que não seja o simples afeto do seu dono. Que jamais é decídua, mais é decidida em permanecer além dos obstáculos. Além da morte! É boa relação que nunca quedará depois de qualquer golpe, bordoada de raiva ou decepção nem muito forte entre as partes envolvidas. E como são envolvidas! O animal pula de contentamento quando nos vê. Ah, quanto sentimento…! Tinha, inclusive, uma queda em retribuir aquela lambida que o meu cachorro Lyon (pronuncia-se “láiom”, derivação da palavra inglesa Lion) me dava quando eu era pequeno. Pena ele ter falecido, :'( . Minha mãe, na época, derramou lágrimas copiosas. Olha só, logo ela, que não era tão apegada quanto os meus irmãos e eu – eu pensava…

Nesta data, 20 de julho, em que se celebra o Dia Internacional do Amigo e da Amizade, vim aqui falar somente (sem nenhum tom pejorativo) de uma fera que late? Não, meu caro amigo internauta, não. Eu vou falar de você também, pois amizade é algo que se estende para mais do que se vê pessoalmente; e chega ao mundo virtual, por que não? Transpassando isso, toca o irreal, traz a fantasia – assunto já muito abordado em “Amigos Imaginários”. Ademais, faz-se necessário explicar como se originou a data referida e o que é esse sentimento que une não só pessoas, como diversos outros animais. Mas tentarei ser breve.

Primeiramente, o Dia do Amigo foi adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79. Quem diria, justo por um dos nossos maiores rivais futebolísticos, senão o maior! Depois disso, gradativamente, a data passou a ser reverenciada em outras partes do continente latino-americano, difundindo-se tanto que chegou ao mundo como um todo. Criada foi pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro, que se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Destarte, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".

Convém falar, entretanto, que a origem do Dia Internacional da Amizade é bastante controversa. Tenham em mente que aqui, no Brasil, o Dia Internacional do Amigo em relação ao Dia Internacional da Amizade dá na mesma! “As datas caem” no mesmo dia, e nem faria sentido se fosse diferente. Todavia, é comum haver dias Nacionais e dias Internacionais, notem isto. Assim como se observa dificuldades em se estabelecer uma data somente para ser a oficial quando o assunto é muito importante, subjetivo ou depende de particularidades de uma região – como acontece com o Dia dos Namorados, por exemplo. Em alguns países europeus e nos Estados Unidos no dia 14 de fevereiro, se comemora o dia dos Namorados e da amizade, juntamente com o dia de São Valentim.

Exposto tudo isso, eu ainda me pergunto: Quem dignifica quem? A amizade dignifica o homem e a mulher, ou seriam eles que engrandecem a amizade? Pergunta feita, especialmente, quando pensamos no caso dos sexos aludidos, quando a amizade muitas vezes é o proêmio de algo maior e até melhor: o benquisto amor. Apesar disso, permaneço com a idéia dada ao título, de que a amizade dignifica o homem e a mulher. Talvez fosse mais adequado assinalar ambas as alternativas, porém não quero. Embora a outra esteja correta, eu creio que a escolhida por mim tem mais peso. Inclusive porque nem sempre nós damos à amizade o seu devido valor.

E falando de valor e de dignidade, lembrei novamente do meu salário (na verdade, “vencimento”, pois sou servidor público e é este o termo usado). Que eu não disse que com grande freqüência em vez de ser uma recompensa, um prêmio conquistado com muito empenho e suor, um atenuador de alguns de nossos problemas, aquilo que deveria vir para nos dar prazer e tirar a dor… acaba se tornando o contrário, sendo um contratempo, fonte de aborrecimentos, desgraças e desgaste. Não estou extrapolando. Quantos de nós já não perdemos amizades por conta dele? Quantos já foram mortos por sua causa? Quantos ganharam amigos somente por interesse, dizendo-se como “verdadeiros”!?

Inclusive, ligações que se esperavam ser fortes e duradouras - como as de pai e filho - são despedaças em dois tempos. A verdade é que, hoje, o salário mínimo não cita contentamento, nem conforto. É apenas considerado um preceito fundamental, porque está disposto na Constituição Federal. E em virtude disso, dessa baixa remuneração dos brasileiros, desse esquecimento de providências por parte dos governantes, da incapacidade que eles alegam de majorar o insignificante, o que é medíocre… aumenta-se substancialmente ataques a bens do próximo. Por outro lado (bastante idealizado!), se todas as necessidades do trabalhador fossem alcançadas através de um salário mínimo capaz de atender às finalidades que se propõe, o trabalhador teria um convívio menos agressivo na sociedade, porque tudo o que necessitasse para sobreviver de forma digna poderia ser obtido com o seu próprio trabalho.

De acordo com os preceitos éticos elencados no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988, verifica-se que a dignidade da pessoa é conseqüência imediata e lógica de uma boa remuneração. Na Constituição Federal, este princípio está previsto no inciso III do artigo 1º, que dispõe que a dignidade da pessoa humana é fundamento do Estado Democrático de Direito da República do Brasil. A relação entre a dignidade da pessoa humana e o salário mínimo está no fato de que, na medida em que o salário mínimo supre as necessidades dispostas no inciso IV do art. 7º, resguarda uma vida digna ao trabalhador e à sua família.

O salário mínimo, em tese garantidor da dignidade da pessoa humana pelas finalidades às quais se destina, é a contraprestação ideal para se promover a correlação entre o trabalho e a remuneração, tendo em vista que é o salário mínimo que assegura saúde e bem-estar social ao trabalhador, bem como os demais atributos necessários para a sua subsistência. E, no entanto, em nossa sociedade, onde este não consegue atender sequer à alimentação do trabalhador e de sua família, a dignidade da pessoa humana não se encontra resguardada.
 
Atualmente no Brasil, os trabalhadores que têm como fonte de renda o salário mínimo em geral vivem em um estado de pobreza.
 
Nessas horas, a quem iremos recorrer? Aos chefes de Estado, que vivem nadando em dinheiro, e o mais “engraçado“, fazendo isso as nossas custas enquanto contemplam notas com estampas de animais aquáticos? Aos artistas da tevê, muitos dos quais não vêem sequer os pedintes das calçadas e das ruas? Ou a outros tantos endinheirados, que na maior cara-de-pau nos dizem que não estamos satisfeitos com a medida do ter? Nos incluindo nessa quando versam que “sempre queremos mais”! Logo a esses, que se contradizem sucessivamente, quando repetem o ridículo de que não são “nem um pouco” apegados a coisas materiais??? Francamente, eu bem queria que fosse aleivosia minha ou apenas zanga, ou recalque de um pobre diabo. Mas com certeza que não é! Assim como não podemos contar com estes reverenciados pela mídia, em sua maioria.

Nós buscaremos, então, o quê ou quem? - Aquele abraço de um colega! Aquela palavra de conforto, frente a frente, que seria o melhor, ou via e-mail de amigos virtuais – a partir de computadores de terceiros, lembrando de nossa condição precária demais. Se for o caso, um ombro amigo, para chorar nossas mágoas, porque psicólogo para nós seria um luxo, coisa rara. Talvez, uma lambedela do nosso animal de estimação! Um simples carinho de um cidadão, mesmo não conhecido, que servisse de ajuda também. E, realmente, acho que faltou trazer à baila isso, em nossa Constituição Federal, algo que pra mim é o fundamental: A AMIZADE. É esta que nos levaria, enfim, à felicidade; é esta que arregaça as mangas e nos levanta do chão após um grande tropeço; é esta, sim, o maior bem que eu prezo e o pré-requisito inequívoco para nós conquistarmos a tão sonhada dignidade.







Thúlio Jardim. Recife, 20 de julho de 2010.



P.S. - Por fim, umas últimas palavras acerca da inconstitucionalidade do salário mínimo: A doutrina entende que o simples descumprimento de um preceito fundamental disposto na Constituição caracteriza-se como uma forma de inconstitucionalidade, porque ofende a parte que se refere aos direitos fundamentais. E a forma de inconstitucionalidade que aqui se denota é denominada omissão, que se caracteriza tanto pela inércia do Poder Público, quanto pelo silêncio legislativo.




Link de referência:

DireitoNet | Salário Mínimo: Reflexões Éticas e Inconstitucionalidade


Leituras recomendadas:

Melhor Amiga | O trabalho dignifica o homem?
Agência AngolaPress | Comemora-se hoje Dia Internacional da Amizade 


VÍDEOS:

Eesoterikha.com | 36 Vídeos sobre amizade para comemorar o Dia do Amigo, muito carinho em lindos filmes audiovisuais



Você acha que não tem amigos? Olhe bem em volta, você os encontrará! Se ainda assim parecer difícil, que tal buscar na internet? Acesse o site “Velhos Amigos”, e mande sua mensagem para o…

CORREIO DA AMIZ@DE.

Tome coragem, dê o primeiro passo! Que o começo de uma amizade virtual pode gerar ansiedade, mas pode, ao mesmo tempo, ser a sua chance de ter uma amizade concreta e permanente. Pense nisso!!!
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Férias e Outras Conversas…

2010-07-15.

 

KY - O Robô e O Pensador

Ontem, meu amigo Low escreveu, sobre as minhas férias, um texto um tanto ácido. Eu tive de refletir, matutar, esperar… Eu realmente me debrucei sobre aquilo. Atentei-me tanto, que resolvi pensar feito um condenado se eu (ou ele) não havia condenado demais a chefe de trabalho. Em voz alta, indaguei-me: “Você, Thúlio, é bom quando você quer dizer a que veio? Isto é, você é capaz de expressar sua personalidade, sua ousadia, assim como fez ele, o Low, sem nem um chuvisco de medo?”. É… realmente difícil conseguir o mesmo resultado dele. Por isso gosto muito desse cara, como se fosse uma extensão de mim.

Low tomou de forma tão pessoal o que se sucedeu comigo, detonando assim uma fúria e a sua visão do caso em si, que, embora baseado inteiramente no meu relato, deixou transparecer claramente a sua posição; Apesar de estar do meu lado. Razão pela qual achei mais ajustado eu expor a minha sensação, quando escrevi aquele requerimento ao Recursos Humanos (RH), e aonde queria chegar com isso. Restando, para mim, divulgar mais alguns oportunos esclarecimentos:

 

O comportamento do Low

O comportamento de Low levou em conta, em primeiro lugar, o meu bem-estar. É fato! Também levou em consideração os leitores deste espaço. E, com obviedade, a preocupação que ele tinha em deixá-los a par “de um absurdo”. Em uma situação assim, a gente não canaliza muito bem a nossa energia, acaba sendo agressivo mais do que se deveria. Descarregando sentimentos pesados, frases amargas! Que acabam estrangando o que se iria dizer.

Além do mais, a narrativa dele teve como supedâneo apenas o meu relato; que, por sua vez, teve seu fundamento todo feito a partir de um outro relato: o do meu irmão mais velho. Disso nota-se, claramente, que a força da narrativa poderia ter seu valor como “pouco pronunciado” ou débil. No entanto, concordo que jamais considerada como falsa, ou sem fulcro algum, poderia ser!

 

Um cara profissional

Em virtude do exposto, decidi conversar um pouco mais do assunto com ele. Exortá-lo a estar do meu lado, mas completamente. Pois não sou tão enérgico, quase hostil. Demonstro ser um cara profissional, pelo menos acredito piamente nisso. As sensações e sentimentos que exporei nesse blog serão tantos, e inda assim vocês verão de mim apenas uma nesga. Dessa forma, não tirem conclusões precipitadas das minhas falas. Eu, ditando Eliane Brum, cheguei a questionar o Low  - e a mim mesmo em pensamento: "(...) Como você pode ter certeza de que aquele que aponta o mal no outro não é o demônio que há em você?". Então precisamos ter cuidado no que dizemos, é isto que versa a mensagem escondida na pergunta referida? Acho que sim, realmente. Por via das dúvidas, é melhor ir com um pé de cada vez…

 

Cuidado com o orgulho (topete)…

Para não deflagrar uma empáfia, seria bom “maneirar as coisas”, eu disse. Só não sei se daria nem para eu seguir o meu conselho. Já que também sou orgulhoso, e não deixo que me cutuquem, me critiquem. Pois continuava dardejante em mim a lembrança da conversa que tive com a minha chefe, na última sexta-feira, dia 9. Durante aquela “acareação”, tentei envidar a minha opinião para ela. Não deu muito certo, agiu feito uma zote. Num tom de quem diz “esse rapazinho é topetudo”, ela mostrou todo seu descontentamento: “Não esperava isso jamais vindo de você, Thúlio!”, esbravejou. Eu apenas emendei: “Também não esperava ouvir o que o meu irmão me relatou…”. E o debate continuou. Dessa vez, a superior dela – que estava na minha frente – tentou amenizar o embaraço “causado por mim”, e explicar que a colega em momento algum “lavou as mãos”, tento se empenhado bastante. Inclusive, pondo mais lenha na fogueira – e em minhas mãos ¬¬ –, a minha chefe quis deixar o ônus da prova todo comigo, vejam só: “Você tem como provar que eu ‘lavei as mãos’!?”. Nem hesitei, prossegui com um discurso que mais parecia decoreba: ─ O meu irmão jamais mentiria para mim, a expressão foi dele e ele que persistiu na idéia de deixá-la no papel, preto no branco. Eu confio na índole do Thiago… Nessa hora, mais uma interveniência da chefia superior a ela. E os escarcéus de emoções se abrandaram.

 

Direito de defesa

KY - Honestidade de Político A chefe da minha chefe aceitou que eu, deveras, merecia as férias que não logrei em 2008. No entanto, deixou claro que iria colocar no despacho que a colega dela jamais se evadiu de suas responsabilidades. Eu não discordei da idéia, naquele instante, porque até a minha chefe tem todo o direito de se defender. Eu, ao contrário de muitos, respeito o princípio de que “todos são inocentes, até que se prove o contrário”. Até os políticos corruptos são, não é!? Haha… E o ônus da prova só é da gente nos casos das multas que o Detran nos aplica – muito cômodo, muito conveniente, no meu ver de cidadão habilidado :p.

 

Hierarquia ≠ “Hierodoulia”

KY - Thúlio - O PalhaçoDado isso, só não poderia dar uma de tolo para minha colega! E aceitar tudo calado. Não estou na Antiga Grécia, para ser um hierodulo (do grego, hieródoulos. “hieros” = sagrado; “doulos” = servo) . Tampouco deixo de respeitar o que é a hierarquia (do françês, hierarchie. “hieros” = sagrado; “arché” = comando, autoridade) - E não é isso! Eu sei bem…

Inevitavelmente, a atitude despicienda da minha chefe causou estranheza não só a mim, mas a todos que porventura ficaram a par do ocorrido. Eu fiquei me sentindo um verdadeiro palhaço [veja a foto ao lado, tirada numa das greves do Detran, de 2009], e muito constrangido. Depois de tanto tempo trabalhando feito um maluco, seguindo ordens nem sempre agradáveis, fui apunhalado. E o sangue respingou nela, que, sagazmente, “lavou as mãos”.

 

Entregue ao Deus-dará

Se não fosse o problema que me aconteceu em 2008, durante a minha Licença Médica, eu estava entregue “ao Deus-dará”. Tava, literalmente, FERRADO! Haja vista que eu levaria mais de 14 dias úteis de faltas [considerando a minha ciência como sendo no dia 17/06/2010], em virtude de ter me antecipado, no mês de Junho, quando achei estar de férias. Não que eu seja carente, ou que fosse passar por grandes privações; o que doeria em mim seria de natureza psicológica, no tocante a minh’alma. Poderia, inclusive, ter sofrido um processo disciplinar por abandono de cargo, ser demitido! Aí sim, seria imensa a frustração. Posto que eu dificilmente conseguiria convencer, sem o aval da chefe imediata, o RH a trocar o meu mês de férias, assim de supetão, alegando tão-somente que errei na hora de escrever. Troquei as letras! Como ficaria eu, daí em diante? Jogado às baratas??? Não sei como que eu ainda brinquei com isso tudo, é verdade!

 

Apontando “culpados”…

Cheguei a colocar a culpa do evento todo em cima de minha namorada [rsrs…]. Como se eu tivesse feito tudo que fiz por uma “loucura de amor”, semelhante ao que se via no SBT, antigamente. Corri o risco de ficar desempregado, POR ELA! Que “lindo”, não!? Junto a isso, pensei com meus botões: nada melhor do que o clima de copa, aquela ansiedade, aquela euforia, aquele amor, para aliviar um pouco a dor que se originou em meu coração, por aquele momento.

 

KY - Sentimento do Robô 02

 

Eu não sou de aço, e se fosse o super-homem preferiria enfrentar até a Kryptonita. Seria mamão com açúcar… ;)

 

 

 

Thúlio Jardim. Recife, 15 de julho de 2010.

 

 


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